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Vida Cristã - Toda nudez será obrigatória

Reflexão comtemporânea
            Por Paulo Briguet – Colunista da Folha de Londrina

É como um ovo da serpente, no qual se vê, através da  fina membrana, o réptil já em formação.” (Ingmar Bergman)

Vocês sete conhecem a história do rei que saiu nu pelas ruas. Todos os súditos o viam, todos sabiam que ele estava sem roupas, mas ninguém tinha coragem de dizer a verdade, para não passar por estúpido ou ignorante. Foi preciso que um menino, do alto da sua inocência, revelasse em voz alta:

                - O rei está nu!

Pois é, meus sete amigos. Chegamos ao tempo que foi profetizado no conto de Hans Christian Andersen. Os que se julgam reis no passeio público, e é proibido fazer qualquer comentário que possa desagradá-los. Quem reclamar será chamado de “fascista”, entre outros adjetivos igualmente injustos e difamatórios.

Vivemos hoje a ditadura da nudez, da ideologia de gênero, do politicamente correto. Evidentemente, nenhuma pessoa em sã consciência pode ter algo contra a nudez na arte. Só um idiota rejeitaria, por causa da nudez, uma obra de Michelangelo, Modigliani, Rodin, Edward Hopper e tantos outros gênios. O problema não é esse. O problema é o nu em praça publica. O nu interativo. O nu apenas nu, despido de qualquer outra qualidade.

O que a ditadura militante defende hoje em dia não é o nu artístico: é o nu compulsório. O nu imposto, pago com o dinheiro dos impostos. Parodiando a música do Ultraje a Rigor, podemos dizer hoje que os militantes querem mesmo é o nu com a mão no (nosso) bolso. O nu obrigatório para nossas famílias e nossos filhos. E com uma diferença: o menino não pode mais gritar que o rei está pelado. Se fizer isso, ele será censurado pela vã guarda do pensamento.

Isolado numa bolha de arrogância e afetação, os militantes modernos querem impor à sociedade uma agenda que não faz parte da vida das pessoas comuns. Grandes corporações pretendem ensinar a pais e mães o modo correto de educar seus filhos. É uma estranha lógica: você não pode chamar sua filinha de “princesa”, mas pode deixar que ela toque o corpo de um homem sem roupas.

Nosso tempo criou uma personagem tão bizarra que chega a ser inacreditável: o militante antifamília. Mas ele existe. Com seus clichês socialistas, ele grita aos quatro ventos que a família nada mais é do que uma invenção do capitalismo para perpetuar o sistema patriarcal de dominação na sociedade.

Sim, meus sete amigos. Para esse tipo de militante, a nossa família, a família do trabalhador comum, é uma “pseudofamília” – uma coisa falsa, que deve ser impiedosamente destruída por atrapalhar a nova ordem mundial e a revolução. O companheiro antifamília odeia tudo aquilo que nós amamos. A família (ou “pseudo-família”) é o seu grande inimigo, porque não pode ser controlada pelo Partido, nem pelo Estado, nem pela Causa.

Mas nós estamos proibidos de reclamar. Afinal, a nudez obrigatória exige mudez obrigatória.

 

Fonte: FOLHA DE LONDRINA, quinta-feira, 19 de outubro de 2017 – COLUNA AVENIDA PARANÁ – Autor Paulo Briguet

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